IEA declara maior crise energética da história; Brent supera $110 com Ormuz fechado
Disrupção já superou as crises de 1973 e 1979-80; petróleo sobe 48% desde o início do conflito e registra quinta semana consecutiva de ganhos.
Pontos principais
- Fatih Birol (IEA) declarou a guerra 'a maior ameaça à segurança energética da história'
- Disrupção superou perdas das crises de 1973 e 1979-80
- Gás offline é o dobro do que a Europa perdeu com cortes russos em 2022
- Brent fechou acima de $110, alta de 48% desde o início do conflito
- Petróleo registrou quinta semana consecutiva de ganhos
- Estreito de Ormuz permanece efetivamente fechado, bloqueando ~20% do petróleo global
- 400 milhões de barris liberados de reservas estratégicas
Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia (IEA), declarou a guerra Irã-EUA como 'a maior ameaça à segurança energética da história'. A disrupção no fornecimento de petróleo e gás já superou as perdas das crises de 1973 e 1979-80, com o dobro do volume de gás que a Europa perdeu após os cortes russos em 2022.
O Brent fechou acima de $110 por barril, acumulando alta de 48% desde o início do conflito e registrando a quinta semana consecutiva de ganhos. O Estreito de Ormuz permanece efetivamente fechado à navegação comercial desde o fim de fevereiro, bloqueando cerca de 20% da oferta global de petróleo. A Arábia Saudita aumentou o fluxo do oleoduto Leste-Oeste de 750 mil para 2,5 milhões de barris/dia, mas rotas alternativas são insuficientes.
Birol alertou que a recuperação pode levar 'seis meses para alguns campos e muito mais para outros', mesmo que o conflito cesse logo. Gasolina nos EUA atingiu a média de $3,91 por galão.
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