Embrapa desenvolve técnica para produzir mudas da Caatinga com água salobra
A Embrapa Semiárido criou um método que permite o cultivo de mudas de espécies nativas da Caatinga usando água salobra, promovendo o reflorestamento no semiárido brasileiro.
Pontos principais
- A técnica de produção biossalina permite o cultivo de mudas de espécies da Caatinga com água salobra sem comprometer o desenvolvimento das plantas.
- Cerca de 70% das fontes subterrâneas no semiárido brasileiro são salinas, e a nova técnica as transforma em recurso produtivo para restauração ambiental.
- Espécies como angico-de-caroço, catingueira-verdadeira, mulungu e pereiro demonstraram alta tolerância à salinidade, mantendo boas taxas de germinação e crescimento.
- A aplicação da tecnologia pode gerar oportunidades econômicas, como a comercialização de sementes e mudas, e a participação em programas de crédito de carbono.
A Embrapa Semiárido desenvolveu uma técnica inovadora que possibilita a produção de mudas de espécies nativas da Caatinga utilizando água salobra. Este método, denominado produção biossalina, permite o cultivo em viveiros florestais, estimulando a resistência das mudas a estresses ambientais como seca, salinidade e altas temperaturas. A iniciativa é crucial para o reflorestamento e a restauração ambiental no semiárido brasileiro, onde aproximadamente 70% das fontes subterrâneas são salinas.
A técnica se mostra eficiente e segura, pois a aplicação da água salobra ocorre apenas no substrato, sem salinizar o solo. Espécies como angico-de-caroço, catingueira-verdadeira, mulungu e pereiro apresentaram alta tolerância, mantendo boas taxas de germinação e crescimento. A tecnologia oferece suporte a viveiristas e gestores ambientais na seleção de espécies e manejo da irrigação, além de abrir portas para oportunidades econômicas, como a comercialização de sementes e mudas, e a participação em programas de crédito de carbono.
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