Uma iniciativa na Bahia utiliza seleção genética de espécies nativas para acelerar o crescimento e criar florestas mais resilientes, transformando a Mata Atlântica em um modelo global de recuperação ambiental.
A Mata Atlântica, um bioma historicamente devastado, emerge como um exemplo de restauração florestal graças a uma iniciativa inovadora na Bahia. O projeto, que utiliza seleção genética de espécies nativas, conseguiu reduzir em até 50% o tempo de crescimento das plantas, criando florestas mais produtivas e resilientes às mudanças climáticas. Este trabalho, iniciado em 2014 pela Symbiosis, envolveu a seleção de 45 espécies a partir de matrizes centenárias e adaptadas, como jacarandá e ipês, visando mitigar os impactos da fragmentação que deixou o bioma com apenas 24% de sua cobertura original.
Essa abordagem não só acelera a recuperação ambiental, mas também atrai o interesse de empresas privadas, que veem na restauração florestal uma oportunidade de investimento e negócio, combinando exploração sustentável e sequestro de carbono. O sucesso da iniciativa reforça o objetivo do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica de recuperar 15 milhões de hectares até 2050, posicionando o bioma como um modelo global de recuperação. No entanto, o avanço depende de políticas públicas que incentivem a restauração, como pagamentos por serviços ambientais e apoio à manutenção florestal em propriedades privadas.