Especialistas apontam que desertificação no semiárido é reversível
Seminário na Câmara dos Deputados destaca tecnologias de manejo sustentável e convivência com a seca para recuperar áreas degradadas no Brasil.
Pontos principais
- A degradação de terras no semiárido brasileiro impacta 170 mil km² e afeta cerca de 39 milhões de pessoas.
- Tecnologias como o sistema Sara e o Siriema permitem o reúso de esgoto doméstico na agricultura familiar.
- O monitoramento de recursos hídricos é otimizado pelo uso de hidrologia espacial via satélites.
- Práticas de manejo sustentável da Caatinga e o sistema de 'fundo de pasto' são essenciais para a segurança alimentar.
- O Brasil levará estratégias de restauração de terras para a COP 17 da UNCCD, que será realizada na Mongólia.
Especialistas reunidos em um seminário na Câmara dos Deputados afirmaram que o processo de desertificação no semiárido brasileiro pode ser revertido. O debate focou na implementação de tecnologias de convivência com a seca e no manejo sustentável do solo, medidas consideradas cruciais para mitigar os danos em uma região que abrange 170 mil km² e abriga 39 milhões de habitantes. Entre as soluções apresentadas, destacam-se o uso de hidrologia espacial para monitoramento hídrico e sistemas de tratamento de esgoto para a agricultura familiar. Essas iniciativas visam garantir a segurança alimentar local e restaurar a produtividade da Caatinga. O Brasil pretende utilizar essas experiências como referência durante a COP 17 da UNCCD, na Mongólia, reforçando o compromisso do país com as metas globais de recuperação de terras degradadas e resiliência climática.
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