Defesa de Bolsonaro envia laudos ao STF e Michelle comemora melhora na saúde
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou no STF laudos médicos que recomendam cirurgia no ombro, enquanto Michelle Bolsonaro comemorou a melhora na saúde do ex-presidente.
Pontos principais
- A defesa de Jair Bolsonaro enviou ao STF dois pareceres médicos recomendando cirurgia no ombro direito devido a dor intensa e limitação funcional.
- Os laudos foram assinados pelo fisioterapeuta Kleber Caiado de Freitas e pelo médico Brasil Caiado.
- Michelle Bolsonaro informou que o ex-presidente está há seis dias sem soluços e realizando fisioterapia.
- Bolsonaro cumpre prisão domiciliar de 90 dias em Brasília, com fisioterapia diária e acompanhamento médico.
- Os laudos foram solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes, que exige o envio regular de documentos sobre a saúde do ex-presidente.
- Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
- Há tensão familiar entre Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente por protagonismo e acesso.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) novos documentos relacionados ao seu estado de saúde, incluindo dois pareceres médicos que recomendam uma cirurgia no ombro direito devido a dores crônicas e limitação funcional. Os documentos, assinados pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo médico Brasil Caiado, detalham que Bolsonaro apresenta movimento reduzido e alteração de tônus muscular, estando em fase pré-operatória e continuando o tratamento fisioterapêutico para controle da dor. As avaliações que fundamentam a recomendação cirúrgica foram realizadas em março, incluindo uma no hospital DF Star. Os laudos foram solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes, que exige o envio regular de documentos sobre a saúde do ex-presidente.
Paralelamente, Michelle Bolsonaro informou em uma postagem no Instagram que o ex-presidente está há seis dias sem soluços e realizando fisioterapia. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar de 90 dias em Brasília, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, após internação no fim de março. Antes da prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena em regime fechado na Papudinha, em Brasília, após ser condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Ele havia recebido alta em 27 de março, após 14 dias internado com broncopneumonia bacteriana bilateral, e dias antes, seu filho Carlos Bolsonaro havia relatado crises de soluços intermináveis e deterioração da saúde do pai.
A rotina de Bolsonaro em prisão domiciliar inclui fisioterapia diária, acompanhamento médico, alimentação controlada e assistir televisão, principalmente transmissões esportivas. A defesa solicitou que Eduardo Torres, irmão de Michelle, seja autorizado como cuidador. Contudo, há uma crescente tensão familiar entre Michelle Bolsonaro e os filhos de Bolsonaro, Eduardo e Carlos, por protagonismo e controle de acesso ao ex-presidente, com Michelle assumindo a condução da rotina e tornando-se a principal interlocutora.
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