Vinte e nove imigrantes bolivianos foram resgatados de condições análogas à escravidão em oficinas de costura localizadas em Betim e Contagem, Minas Gerais. As investigações revelaram que as oficinas produziam peças para as marcas de roupas Anne Fernandes e Lore, que negam conhecimento das irregularidades.
Os trabalhadores eram submetidos a jornadas de até 68 horas semanais, sem registro formal, FGTS ou INSS, e recebiam remuneração inferior ao salário mínimo. As condições de trabalho e moradia eram consideradas degradantes, com instalações precárias, risco de incêndio e falta de higiene. A remuneração por produção, com descontos, configurava servidão por dívida. As investigações também apontam indícios de tráfico de pessoas e terceirização irregular, com as marcas exercendo controle direto sobre a produção.
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