O Estreito de Ormuz registrou 221 travessias de embarcações de transporte entre 1º de março e 3 de abril, após o Irã praticamente fechar a rota em 28 de fevereiro, em resposta a ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel. A maioria das travessias, quase 60%, envolveu navios com destino ou origem no Irã, conforme dados da empresa Kpler. Das 118 travessias que transportavam carga, 37 eram de navios-tanque carregados com petróleo, totalizando 8,45 milhões de toneladas. Além disso, seis embarcações, majoritariamente do Brasil e da Argentina, transportaram soja ou milho para o Irã.
Recentemente, um porta-contêineres francês (CMA CGM Kribi) e um navio-tanque japonês (Sohar) realizaram as primeiras travessias de navios ocidentais pelo estreito desde o início da guerra, sugerindo uma possível mudança no padrão de tráfego. França e Japão têm defendido um cessar-fogo e a reabertura da rota. O Irã, por sua vez, tem tentado consolidar o controle sobre o estreito, criando um sistema de pedágios, o que tem gerado preocupação entre os países árabes do Golfo. O fechamento do estreito e a guerra no Oriente Médio têm repercutido nos preços mundiais de petróleo e gás.
O aumento do preço do petróleo bruto impacta a economia global, especialmente a energia e o transporte, mas os combustíveis sobem em ritmos diferentes devido à natureza química dos hidrocarbonetos e aos processos petroquímicos de refino. Petróleos brutos leves e com poucas impurezas são mais fáceis de tratar e resultam em compostos mais leves (GLP, gasolina), enquanto petróleos pesados geram compostos mais densos (diesel, óleos combustíveis). O Oriente Médio produz mais petróleo pesado, enquanto os EUA produzem mais petróleo leve, o que valoriza o petróleo pesado venezuelano como alternativa. Além dos combustíveis, a indústria petroquímica, incluindo plásticos e ureia (fertilizantes), também é afetada pelo conflito e pelo aumento dos preços.
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