A Petrobras anunciou um reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), com uma alta acumulada de 64% desde fevereiro, elevando o custo para R$5,37 por litro. Este aumento deverá ser repassado aos consumidores, com especialistas alertando para um possível acréscimo de 15% a 20% nas tarifas aéreas nos próximos meses. A alta é atribuída à valorização do petróleo no mercado internacional, impactada pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o fechamento do Estreito de Ormuz – que afeta 20% do escoamento mundial de petróleo – e a política de Paridade de Preço de Importação (PPI) da Petrobras. O QAV representa uma parcela significativa dos gastos operacionais das companhias aéreas, podendo chegar a 45% com os novos reajustes.
Diante deste cenário, o governo federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos e do Ministério da Fazenda, articula um plano para conter a alta. As propostas em discussão incluem a redução de PIS/Cofins sobre o QAV, corte do IOF para empresas aéreas, redução do imposto de renda sobre leasing de aeronaves e a criação de uma linha de financiamento. O presidente Lula pediu celeridade na busca por soluções para atenuar os impactos no setor. Em 2022, uma medida similar de isenção de PIS/Cofins foi adotada para conter a alta do QAV após a Guerra da Ucrânia, demonstrando um precedente para a intervenção governamental.
Para mitigar o impacto imediato, a Petrobras oferecerá parcelamento do reajuste para distribuidoras. A incerteza sobre a magnitude exata do aumento dificulta a decisão de compra antecipada de passagens, que depende da tolerância ao risco e da necessidade de viajar. Além disso, o Brasil tem potencial para se tornar um grande produtor de Sustainable Aviation Fuel (SAF), um biocombustível que pode reduzir a dependência do QAV fóssil, oferecendo uma solução de longo prazo para a volatilidade dos preços.
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