A Petrobras reajustou em 55% o preço do querosene de aviação, o que deve ser repassado aos consumidores, com expectativa de alta de 15% a 20% nas tarifas aéreas nos próximos meses.
A Petrobras anunciou um reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), com uma alta acumulada de 64% desde fevereiro, que deverá ser repassado aos consumidores. Especialistas alertam para um possível aumento de 15% a 20% nas tarifas aéreas nos próximos meses, recomendando a antecipação da compra de bilhetes devido à possível redução de voos. A alta é atribuída à valorização do petróleo no mercado internacional, impactada pela guerra no Irã, o fechamento do Estreito de Ormuz e a política de Paridade de Preço de Importação (PPI) da Petrobras. O QAV representa uma parcela significativa dos gastos operacionais das companhias aéreas, podendo chegar a 45% com os novos reajustes.
Para mitigar o impacto, a Petrobras oferecerá parcelamento do reajuste para distribuidoras. O Ministério de Portos e Aeroportos também propôs ao Ministério da Fazenda a implementação de medidas como a redução de tributos e a criação de uma linha de crédito para o setor, visando evitar aumentos excessivos nas passagens e a possível redução de voos. O governo federal planeja anunciar um pacote de ajuda ao setor aéreo, o que pode influenciar a decisão de compra antecipada de passagens. A incerteza sobre a magnitude exata do aumento dificulta a decisão de compra antecipada, que depende da tolerância ao risco e da necessidade de viajar.
Além disso, a decisão do STF sobre processos contra companhias aéreas em casos de fortuito externo pode afetar os direitos dos passageiros em situações de cancelamento por guerra, e o Brasil tem potencial para se tornar um grande produtor de Sustainable Aviation Fuel (SAF), um biocombustível que pode reduzir a dependência do QAV fóssil.
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