Os preços de medicamentos no Brasil poderão ser reajustados em até 3,81% a partir de abril de 2026, conforme projeção do Sindusfarma e decisão da Cmed.
Os preços de medicamentos no Brasil poderão ser reajustados em até 3,81% a partir de abril de 2026. A decisão foi estabelecida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), que define três níveis de reajuste baseados na concorrência do produto: 3,81% (alta), 2,47% (média) e 1,13% (baixa). Os índices oficiais devem ser divulgados pela Cmed até 31 de março para entrarem em vigor em 1º de abril. O reajuste médio permitido, de 2,47%, é o menor registrado nos últimos 20 anos, ficando abaixo da inflação acumulada de 3,81%. O Sindusfarma projeta que o reajuste médio ponderado pelo faturamento será de 1,95%, o menor dos últimos dez anos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que a redução do índice reflete a política de combate à inflação e a importância da regulação para proteger o consumidor. É importante ressaltar que os aumentos não são automáticos, o que significa que fabricantes e farmácias têm a prerrogativa de aplicar reajustes menores ou manter os preços atuais. O impacto no consumidor pode variar, pois o reajuste incide sobre o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), e as farmácias podem não repassar o valor total. A metodologia de cálculo da Cmed considera fatores como inflação (IPCA), produtividade do setor e custos como câmbio e energia elétrica.
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