A CMED anunciou um reajuste anual de preços de medicamentos para 2026 com fator X de 2,684% e fator Y zerado, impactando o mercado farmacêutico e as ações das empresas do setor.
O reajuste anual de preços de medicamentos para 2026, anunciado pela CMED com um fator X de 2,684% e fator Y zerado, gerou discussões sobre seu impacto no mercado farmacêutico. Embora o reajuste esteja abaixo da inflação, analistas de instituições como XP Investimentos e Itaú BBA apontam fatores mitigadores, como o ajuste de descontos e o crescente volume de vendas de medicamentos GLP-1, que podem compensar parte do efeito negativo para as empresas do setor.
Empresas como Hypera e Blau, que possuem exposição direta, devem sentir um impacto limitado, conforme avaliações do Goldman Sachs e Morgan Stanley, devido à composição de seus portfólios e estratégias de preços. O setor de drogarias, por sua vez, é visto com otimismo pelo Itaú BBA, que destaca Pague Menos, Panvel e RD Saúde como escolhas principais, impulsionadas pelo crescimento das vendas de GLP-1. A RD Saúde, em particular, deve ter um impacto negativo limitado, beneficiada pela capacidade de renegociação e uma base de comparação favorável para a margem bruta.