Geraldo Alckmin deixará o MDIC em 4 de abril para se candidatar nas eleições de 2026, focando em SP, mas permanecerá como vice-presidente, destacando recordes no comércio exterior e acordos comerciais.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, confirmou sua saída da pasta para 4 de abril, cumprindo o prazo eleitoral para as eleições de 2026. Embora a legislação não exija que o vice-presidente deixe o cargo, a movimentação sinaliza o início das articulações políticas para o próximo pleito, especialmente em São Paulo, onde Alckmin já foi governador por quatro mandatos. Ele pode concorrer ao governo do estado ou a uma cadeira no Senado, buscando fortalecer o palanque do presidente Lula. Caso dispute outro cargo, Alckmin terá de evitar assumir a Presidência da República nos seis meses anteriores à eleição para não se tornar inelegível.
Alckmin fará sua despedida do ministério exaltando os recordes alcançados no comércio exterior durante sua gestão. Ele destacou o desempenho da balança comercial brasileira, que registrou um recorde em fevereiro, com crescimento de 15,6% nas exportações. As exportações brasileiras atingiram um recorde de US$ 348,7 bilhões em 2025, superando o recorde anterior de 2023. Ele celebrou a aprovação pelo Senado do projeto que ratifica o acordo comercial Mercosul-União Europeia, que deve entrar em vigor em maio, e mencionou pactos com Efta e Singapura, que, juntos, devem gerar um aumento significativo no PIB, investimentos e redução de preços ao consumidor. A corrente de comércio do Brasil coberta por acordos comerciais aumentará em duas vezes e meia com esses três pactos. A modernização do Portal Único de Comércio Exterior, que pode gerar redução de custos de mais de R$ 40 bilhões anuais para empresas, também foi ressaltada como um avanço.
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