Banda Ave Sangria será indenizada por censura na ditadura militar
A banda pernambucana Ave Sangria receberá indenização do Estado brasileiro por ter tido seu disco censurado pela ditadura militar em 1974.
Pontos principais
- A banda Ave Sangria terá indenização vitalícia de R$ 2.000 mensais, além de retroativos, devido à censura de seu disco em 1974.
- A censura ocorreu por causa da música "Seu Waldir", que abordava o amor homoafetivo, considerada um atentado à moral e aos bons costumes.
- A decisão foi aprovada pela Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
- Manoel Moraes, conselheiro da Comissão, afirmou que a indenização é um reconhecimento público e um pedido de desculpas.
- Em 2023, a Ave Sangria foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife.
A banda pernambucana Ave Sangria será indenizada pelo Estado brasileiro devido à censura de seu disco em 1974, durante a ditadura militar. A decisão da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania garante à banda uma indenização vitalícia de R$ 2.000 por mês, além de retroativos. A censura foi motivada pela música "Seu Waldir", que tratava do amor homoafetivo, sendo considerada um atentado à moral e aos bons costumes da época.
Conselheiros da Comissão de Anistia, como Manoel Moraes, destacaram que a medida representa um reconhecimento público e um pedido de desculpas pelos danos causados à banda e à cultura popular. Vocalistas e membros originais da Ave Sangria expressaram emoção e alívio com a notícia, enfatizando a importância da reparação financeira e do reconhecimento dos danos sofridos. Em 2023, a banda foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Recife.
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