O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que definiria o formato da eleição para o governo do Rio de Janeiro, que pode ser direta ou indireta. A decisão, inicialmente agendada para 8 de abril, determinará se a escolha do novo governador, para um mandato-tampão até o fim do ano, será por voto popular ou por meio dos deputados estaduais, em meio a um cenário de incerteza política e jurídica no estado. A ação do PSD, que pede eleições diretas, ganha força na Corte, com ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flavio Dino e Cristiano Zanin defendendo essa modalidade.
O Partido Liberal (PL) entrou com um pedido no STF para que o futuro presidente da Alerj, Douglas Ruas, possa assumir como governador interino, contestando a liminar de Zanin que manteve o desembargador Ricardo Couto no cargo. O partido argumenta que a controvérsia sobre a eleição definitiva não deve ignorar a regra constitucional de sucessão interina, que prevê o presidente da Alerj. A Justiça do Rio, no entanto, anulou a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj, aguardando a retotalização de votos após a cassação de Rodrigo Bacellar.
A situação de vacância no governo do Rio de Janeiro se deu após a renúncia de Cláudio Castro, que foi condenado à inelegibilidade por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico. A condenação de Castro pelo TSE foi motivada pelo uso da Ceperj e da Uerj para criar cargos irregulares e favorecer sua reeleição em 2022. A crise sucessória foi agravada pelo afastamento ou cassação dos mandatos do vice-governador Thiago Pampolha e do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, complicando ainda mais a linha sucessória no estado.
Agência Brasil - EBC • 30 mar, 16:59
InfoMoney • 30 mar, 16:18
InfoMoney • 30 mar, 11:49
9 abr, 09:03
8 abr, 08:02
6 abr, 07:03
5 abr, 05:01
28 mar, 12:01
Carregando comentários...