Daily Journal
Daily Journal

Israel aprova pena de morte para palestinos condenados por terrorismo

O parlamento israelense aprovou uma lei que institui a pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques letais, gerando condenação internacional e críticas de discriminação.

Daily Journal
Foto: G1 Mundo
||
30/03 às 16:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • A lei foi aprovada com 62 votos a favor e 48 contra no parlamento de Israel.
  • A pena de morte será padrão em tribunais militares para casos classificados como "atos de terrorismo", com execução por enforcamento em 90 dias.
  • A medida, impulsionada pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, é criticada por aplicar-se principalmente a palestinos.
  • Grupos de direitos humanos em Israel e na Europa condenaram a proposta, e uma petição foi apresentada à Suprema Corte para anular a lei.
  • A decisão ocorre em meio a um aumento da segurança em Jerusalém Oriental após um atentado contra uma sinagoga e gerou condenação internacional.

O parlamento de Israel aprovou uma lei que estabelece a pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques letais. A medida, que teve 62 votos a favor e 48 contra, tornará a sentença padrão em tribunais militares para casos classificados como "atos de terrorismo", conforme defendido pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir. A legislação exige execução em 90 dias, com pouca margem para atraso e sem direito à clemência, embora permita prisão perpétua em 'circunstâncias especiais'.

A aprovação da lei gerou forte condenação de grupos de direitos humanos em Israel e na Europa, que a consideram um ato de discriminação e violência racista, e apresentaram uma petição à Suprema Corte para anular a decisão. A medida também atraiu críticas internacionais e condenação do presidente palestino Mahmoud Abbas, que a classificou como violação do direito internacional. A votação ocorre em um período de maior tensão e segurança em Jerusalém Oriental, após um atentado contra uma sinagoga, e representa a mais recente ação da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a gerar preocupação entre aliados ocidentais de Israel.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...