Crise energética global é a pior da história, alerta IEA
A Agência Internacional de Energia (IEA) declarou que a crise energética global, impulsionada pela guerra no Irã, é a mais grave já registrada, enquanto a UE busca coordenar uma resposta.
Pontos principais
- A IEA classifica a crise energética atual como a mais severa da história, superando choques anteriores e combinando impactos de crises do petróleo e do gás.
- A guerra no Irã resultou na perda de 11 milhões de barris de petróleo por dia, elevando os preços do Brent acima de US$ 110 por barril e impulsionando os preços do gás na Europa em mais de 70%.
- Ministros de energia da UE se reunirão para coordenar uma resposta à interrupção dos mercados de petróleo e gás, buscando evitar ações nacionais descoordenadas.
- A Europa está vulnerável devido à sua dependência de importações de energia e ao fechamento do Estreito de Ormuz, com preocupações sobre a redução global de diesel e combustível de aviação.
- Danos a 40 ativos de energia na região e a interrupção das cadeias de suprimentos de petroquímicos e fertilizantes podem impactar os preços dos alimentos e a recuperação dos preços do petróleo.
A Agência Internacional de Energia (IEA) alertou que a crise energética global atual é a mais grave já vista, superando os choques dos anos 1970 e a guerra na Ucrânia. Segundo a IEA, a situação é uma combinação de duas crises do petróleo e uma crise do gás, com o diretor-executivo Fatih Birol criticando a subestimação da magnitude do problema pelos líderes mundiais. A guerra no Irã é um fator central, resultando na perda de 11 milhões de barris de petróleo por dia e impulsionando os preços do Brent para mais de US$ 110 por barril, além de elevar os preços do gás na Europa em mais de 70% desde 28 de fevereiro.
Diante deste cenário, ministros de energia da União Europeia se reunirão para coordenar uma resposta à interrupção dos mercados de petróleo e gás, buscando evitar ações nacionais descoordenadas e garantir o abastecimento para o próximo inverno. A Europa está particularmente vulnerável devido à sua dependência de importações de energia e ao fechamento do Estreito de Ormuz. Embora os suprimentos de petróleo e gás da UE estejam seguros no curto prazo, há preocupação com a redução global de diesel e combustível de aviação. A recuperação dos preços do petróleo aos níveis pré-conflito é incerta, dada a extensão dos danos a 40 ativos de energia na região e o impacto nas cadeias de suprimentos de petroquímicos e fertilizantes.
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