O quartzo, material comum em bancadas de cozinha, está no centro de uma batalha judicial nos EUA devido à associação com casos de silicose em trabalhadores.
O quartzo, material amplamente utilizado em bancadas de cozinha, tornou-se o foco de uma crescente batalha judicial e política nos Estados Unidos. Trabalhadores que cortam e moldam o material estão desenvolvendo silicose, uma doença pulmonar grave e incurável, devido à inalação da poeira de sílica liberada durante o processo. Casos como os de Jeff Rose e Wade Hanicker exemplificam o impacto devastador da doença em profissionais do setor, com a pneumologista Jane C. Fazio identificando um padrão de silicose entre pacientes com histórico de trabalho com bancadas de pedra.
Os avanços nos diagnósticos levaram a um aumento nos processos judiciais contra fabricantes. Um júri em Los Angeles concedeu US$ 52,4 milhões a um ex-trabalhador afetado. Dados da Califórnia apontam 512 casos de silicose ligados à pedra artificial e 29 mortes desde 2019. Em resposta, a indústria defende que o material é seguro se manipulado corretamente e busca legislação que restrinja processos contra fabricantes, transferindo a responsabilidade para as oficinas e órgãos reguladores.
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