Qualidade do café brasileiro para consumo interno melhora com fiscalização
A percepção de que o café de boa qualidade produzido no Brasil é apenas exportado não reflete a realidade atual, graças à fiscalização e regulamentação do mercado interno.
Pontos principais
- A crença de que o café bom do Brasil é exportado e o ruim fica para consumo interno é ultrapassada.
- A Abic assumiu a fiscalização em 1989, exigindo 100% de grãos de café nos pacotes e lançando o Selo de Pureza.
- Em 2022, o Ministério da Agricultura proibiu mais de 1% de impurezas em cafés torrados, combatendo 'cafés fake'.
- O consumo interno de cafés especiais no Brasil cresceu de 1% em 2015 para 15% atualmente.
- A portaria 570 de 2023 marcou o retorno da regulamentação federal do mercado, em parceria com a Abic.
A ideia de que o café de alta qualidade produzido no Brasil é destinado exclusivamente à exportação, deixando o produto inferior para o consumo interno, não corresponde mais à realidade do mercado nacional. Essa percepção teve origem em um período anterior aos anos 80, quando a falta de controle de qualidade e a fixação de preços pelo governo desestimulavam a produção de cafés superiores, resultando em fraudes.
Desde 1989, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) tem desempenhado um papel crucial na transformação desse cenário, implementando o Selo de Pureza e exigindo 100% de grãos de café nos pacotes. Mais recentemente, em 2022, o Ministério da Agricultura estabeleceu um padrão de qualidade que proíbe mais de 1% de impurezas em cafés torrados, fortalecendo a fiscalização contra produtos adulterados. Como resultado, o consumo interno de cafés especiais no Brasil aumentou significativamente, passando de 1% em 2015 para 15% atualmente, evidenciando a melhoria e a valorização do produto no mercado nacional.
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