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Café que fica no Brasil é ruim? Entenda de onde vem essa ideia e se ela é verdadeira

O artigo desmistifica a ideia de que o café de boa qualidade produzido no Brasil é apenas exportado, explicando como a fiscalização e a atuação de entidades como a Abic transformaram o mercado interno desde os anos 80.

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28/03 às 06:01

Pontos principais

  • A crença de que o café bom do Brasil é exportado e o ruim fica para consumo interno é ultrapassada e não reflete a realidade atual.
  • Nos anos 80, a falta de controle de qualidade e a fixação de preços pelo governo desestimulavam a produção de café de alta qualidade, levando a fraudes.
  • A partir de 1989, a Abic assumiu a fiscalização, exigindo 100% de grãos de café nos pacotes e lançando o Selo de Pureza, com campanhas publicitárias estreladas por Tarcísio Meira.
  • Em 2022, o Ministério da Agricultura estabeleceu um padrão de qualidade, proibindo mais de 1% de impurezas em cafés torrados, o que deu respaldo às fiscalizações contra 'cafés fake'.
  • O consumo interno de cafés especiais no Brasil cresceu de 1% em 2015 para 15% atualmente, embora a maior parte ainda seja exportada para mercados de alta renda.
  • O controle de qualidade atual da Abic envolve análises microscópicas, sensoriais, auditorias de boas práticas e monitoramento nas gôndolas dos supermercados.
  • A portaria 570 de 2023, que estabeleceu novas regras para a composição do café torrado, marca o retorno do governo federal à regulamentação do mercado, em parceria com a Abic.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

ParreirasPavel Cardoso (presidente da Abic)Tarcísio Meira (ator)Vinicius Estrela (diretor-executivo da BSCA)

Organizações

InmetroAssociação Brasileira da Indústria do Café (Abic)Ministério da AgriculturaAssociação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA)Instituto Brasileiro do Café (IBC)Vox PopuliFantástico

Lugares

BrasilEuropaEUAJapãoCoreia do Sul