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ONU declara escravidão como crime contra a humanidade e pede reparações

A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que classifica a escravidão como o "crime mais grave contra a humanidade", reacendendo o debate sobre reparações históricas e restituição de bens culturais.

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Foto: G1 Mundo
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28/03 às 12:01

Pontos principais

  • A resolução da ONU, apresentada por Gana e apoiada pela União Africana, foi aprovada por 123 votos a favor, 3 contra (EUA, Argentina, Israel) e 52 abstenções.
  • O documento solicita a "imediata e incondicional restituição" de objetos culturais e abre caminho para discussões sobre reparações pela escravidão.
  • Entre os séculos 15 e 19, cerca de 12 a 15 milhões de africanos foram traficados para as Américas, e os efeitos da exploração são sentidos até hoje.
  • Ativistas e líderes africanos defendem que as reparações incluam pagamentos a descendentes, fundos para educação e profissionalização, e cancelamento de dívidas externas.
  • A resolução, embora não tenha poder de imposição, é vista como um passo significativo para engajar Estados na discussão e progresso das reparações.

A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que declara a escravidão como "o crime mais grave contra a humanidade", solicitando a restituição de bens culturais e o avanço no debate sobre reparações históricas. A medida, apresentada por Gana com o apoio da União Africana, foi aprovada por 123 votos a favor, com os Estados Unidos, Argentina e Israel votando contra, e 52 abstenções, incluindo o Reino Unido e países da União Europeia. Esta decisão confere legitimidade política à causa das reparações, que busca abordar os impactos duradouros do tráfico de 12 a 15 milhões de africanos para as Américas entre os séculos 15 e 19.

A resolução da ONU, embora não seja vinculativa, é considerada um passo crucial para engajar os Estados-membros na discussão e implementação de medidas reparatórias. Ativistas e líderes africanos propõem que as reparações incluam pagamentos diretos a descendentes, a criação de fundos para educação e profissionalização, e o cancelamento de dívidas externas. Precedentes históricos, como os pagamentos da Alemanha às vítimas do regime nazista, são citados, mas nenhum país pagou reparações diretas pela escravidão africana até o momento.

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