EUA, Israel e Argentina votam contra resolução da ONU sobre escravidão
Estados Unidos, Israel e Argentina foram os únicos países a votar contra uma resolução da ONU que declara o tráfico de escravizados africanos como o crime mais grave contra a humanidade.
Pontos principais
- A ONU aprovou uma resolução que classifica o tráfico de escravizados africanos como o crime mais grave contra a humanidade.
- Estados Unidos, Israel e Argentina votaram contra a resolução, enquanto 52 países se abstiveram.
- O governo Trump alegou que não se deve reconhecer reparações por injustiças passadas que não eram ilegais na época.
- Os EUA também argumentaram que a resolução poderia criar uma hierarquia entre crimes contra a humanidade.
- A proposta de Gana busca abrir caminho para reparação e justiça para descendentes de pessoas traficadas.
Uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que declara o tráfico de escravizados africanos como o crime mais grave contra a humanidade foi aprovada com o apoio de 123 países. No entanto, Estados Unidos, Israel e Argentina foram os únicos três países a votar contra a medida, enquanto 52 nações, incluindo o Reino Unido e diversos países da União Europeia, optaram pela abstenção.
O governo Trump, por meio de seu vice-embaixador Dan Negrea, justificou o voto contrário alegando que não se deve reconhecer o direito à reparação por injustiças que não eram ilegais quando ocorreram. Os EUA também argumentaram que a resolução é 'cínica' e poderia implicar uma hierarquia entre crimes contra a humanidade, diminuindo o sofrimento de outras vítimas. A Argentina alinhou-se a Washington e Tel Aviv, seguindo a política externa do governo de Javier Milei. A proposta, apresentada por Gana, não é vinculante, mas busca ampliar o reconhecimento das consequências da escravidão e abrir caminho para debates sobre reparações.
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