Milhões de pessoas protestam contra Trump nos EUA e no mundo
Milhões de pessoas protestaram nos EUA e internacionalmente contra o governo Trump, focando na guerra no Irã, políticas migratórias e revogação de direitos.
Pontos principais
- Mais de 3 mil protestos foram planejados nos 50 estados dos EUA e internacionalmente, com expectativa de milhões de participantes.
- As manifestações criticam a guerra no Irã, ações da polícia de imigração (ICE), revogação de direitos transgêneros e o que críticos veem como guinada autoritária.
- St. Paul, Minnesota, foi um dos focos, com a presença de celebridades como Bruce Springsteen, Joan Baez, Jane Fonda e o senador Bernie Sanders.
- Bruce Springsteen apresentou a canção "Streets of Minneapolis" em homenagem aos manifestantes e em resposta a assassinatos por agentes federais.
- Celebridades como Robert De Niro também participaram, criticando Trump por ameaçar liberdades e segurança.
- A Casa Branca e o Comitê Nacional Republicano do Congresso (NRCC) minimizaram os protestos, classificando-os como financiados por “redes de esquerda”.
- Os protestos marcam a terceira mobilização em menos de um ano contra o segundo mandato de Trump, impulsionados por sua baixa aprovação (36%) e as próximas eleições de meio de mandato.
- O porta-voz republicano Mike Marinella criticou políticos democratas por apoiarem os protestos, chamando-os de "comícios contra a América".
Milhões de pessoas participaram de mais de 3 mil protestos agendados nos 50 estados dos Estados Unidos e internacionalmente contra o governo de Donald Trump. As manifestações, que organizadores esperavam ser o maior protesto de um único dia na história do país, foram motivadas pela guerra no Irã, ações da polícia de imigração americana (ICE), a revogação de direitos transgêneros e o que críticos consideram uma guinada autoritária do presidente, incluindo decretos executivos e o uso do Departamento de Justiça contra opositores.
St. Paul, Minnesota, foi um dos principais focos do movimento “No Kings”, que contou com a presença de celebridades como Bruce Springsteen, Joan Baez, Jane Fonda e o senador Bernie Sanders. Springsteen apresentou a canção "Streets of Minneapolis", escrita em resposta a assassinatos por agentes federais e em homenagem aos manifestantes. Além de Minnesota, uma grande multidão se reuniu na Times Square, em Nova York, e manifestantes em Washington carregaram cartazes com mensagens como “Abaixe a coroa, palhaço” e “A mudança de regime começa em casa”. Celebridades como Robert De Niro também participaram, criticando Trump por ameaçar as liberdades e a segurança.
A Casa Branca, por meio de Abigail Jackson, e o Comitê Nacional Republicano do Congresso (NRCC) descartaram a relevância dos protestos, afirmando que são financiados por “redes de esquerda” e possuem pouco apoio público. O porta-voz republicano Mike Marinella criticou os políticos democratas por apoiarem os protestos, chamando-os de "comícios contra a América". Esta é a terceira grande mobilização contra o segundo mandato de Trump, ocorrendo em um período de baixa aprovação do presidente (cerca de 36%) e esperança dos democratas em ganhar terreno nas eleições de meio de mandato, com aumento de inscrições para votar em estados republicanos.
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