Milhões de pessoas participaram de mais de 3 mil protestos agendados nos 50 estados dos Estados Unidos e internacionalmente contra o governo de Donald Trump. As manifestações, que organizadores esperavam ser o maior protesto de um único dia na história do país, foram motivadas pela guerra no Irã, ações da polícia de imigração americana (ICE), a revogação de direitos transgêneros e o que críticos consideram uma guinada autoritária do presidente, incluindo decretos executivos e o uso do Departamento de Justiça contra opositores.
St. Paul, Minnesota, foi um dos principais focos do movimento “No Kings”, que contou com a presença de celebridades como Bruce Springsteen, Joan Baez, Jane Fonda e o senador Bernie Sanders. Springsteen apresentou a canção "Streets of Minneapolis", escrita em resposta a assassinatos por agentes federais e em homenagem aos manifestantes. Além de Minnesota, uma grande multidão se reuniu na Times Square, em Nova York, e manifestantes em Washington carregaram cartazes com mensagens como “Abaixe a coroa, palhaço” e “A mudança de regime começa em casa”. Celebridades como Robert De Niro também participaram, criticando Trump por ameaçar as liberdades e a segurança.
A Casa Branca, por meio de Abigail Jackson, e o Comitê Nacional Republicano do Congresso (NRCC) descartaram a relevância dos protestos, afirmando que são financiados por “redes de esquerda” e possuem pouco apoio público. O porta-voz republicano Mike Marinella criticou os políticos democratas por apoiarem os protestos, chamando-os de "comícios contra a América". Esta é a terceira grande mobilização contra o segundo mandato de Trump, ocorrendo em um período de baixa aprovação do presidente (cerca de 36%) e esperança dos democratas em ganhar terreno nas eleições de meio de mandato, com aumento de inscrições para votar em estados republicanos.
Agência Brasil - EBC • 28 mar, 18:45
G1 Mundo • 28 mar, 18:07
InfoMoney • 28 mar, 16:50
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