Um estudo recente indica que as operações de minas e usinas de carvão na região de Candiota, no Rio Grande do Sul, podem resultar em 1,3 mil mortes e prejuízos à saúde estimados em R$ 11,7 bilhões até o ano de 2040. A pesquisa alerta que os impactos da poluição gerada por essas atividades podem se estender além das fronteiras brasileiras, atingindo Argentina, Paraguai e Uruguai. A queima do carvão mineral brasileiro, que possui alto teor de cinzas, libera poluentes como o PM2.5, conhecido por sua associação com doenças graves e partos prematuros.
O Rio Grande do Sul é o principal polo carbonífero do país, concentrando 53% da produção e 89% das reservas nacionais. O relatório sugere que a continuidade da operação de usinas a carvão compromete os compromissos do Brasil com o Acordo de Paris e contradiz o potencial do país em energias renováveis. Entidades como o CREA e a Arayara recomendam a desativação das usinas, o fim dos subsídios ao setor, o reforço da fiscalização e a promoção de uma transição justa para os trabalhadores. Em contrapartida, a Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS) afirma que as emissões são monitoradas e seguras.
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