Governo de Minas suspende operações da Vale após vazamentos e erosão em Congonhas
O governo de Minas Gerais suspendeu as operações das minas de Viga e Fábrica da Vale em Congonhas após vazamentos, erosão e transbordamento de água e rejeitos, gerando multas e preocupações ambientais.
Pontos principais
- Congonhas (MG) registrou três vazamentos de água em minas em menos de uma semana, incluindo um na CSN e dois na Vale.
- O governo de Minas Gerais constatou erosão e transbordamento de água e rejeitos nas minas de Viga e Fábrica da Vale, resultando na suspensão cautelar das operações.
- A Vale recebeu três multas que totalizam aproximadamente R$1,7 milhão do governo estadual pelos incidentes.
- Os vazamentos impactaram o Rio Maranhão e seus afluentes, levando à formação de uma sala de crise com órgãos de defesa civil e ambientais.
- A suspensão das atividades da Vale permanecerá até que a empresa apresente relatórios de controle ambiental, afetando cerca de 2% de sua produção anual de minério de ferro.
Congonhas (MG) tem sido palco de uma série de incidentes ambientais, com o registro de três vazamentos de água em minas em menos de uma semana. O mais recente ocorreu no dique de Fraile, na mina Casa de Pedra da CSN, com material seguindo para o Rio Maranhão. A prefeitura classificou o ocorrido como 'dano ambiental moderado' e notificou a CSN por deficiências nos sistemas de drenagem internos.
Os dois vazamentos anteriores foram em minas da Vale, o que levou o governo de Minas Gerais a suspender cautelarmente as operações nas minas de Viga e Fábrica. Equipes de inspeção constataram sinais de erosão e transbordamento de água e rejeitos devido a fortes chuvas. A Vale já foi multada em aproximadamente R$1,7 milhão e a suspensão permanecerá até que a empresa apresente relatórios que demonstrem controle ambiental, impactando cerca de 2% de sua produção de minério de ferro.
Os incidentes, que incluíram o rompimento de uma barreira na mina de Fábrica e um extravasamento na mina Viga, liberaram água turva com minério e rejeitos no Rio Maranhão e seus afluentes. Uma sala de crise foi estabelecida com órgãos de defesa civil e ambientais para gerenciar a situação e investigar os impactos cumulativos, intensificando as preocupações ambientais na região.
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