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Minas e usinas de carvão podem causar 1,3 mil mortes até 2040

Um estudo revela que as operações de minas e usinas de carvão em Candiota, RS, podem causar 1,3 mil mortes e R$ 11,7 bilhões em prejuízos à saúde até 2040, com impactos transfronteiriços e contradição aos compromissos climáticos do Brasil.

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25/03 às 16:29

Pontos principais

  • Estudo aponta que atividades carboníferas em Candiota (RS) podem causar 1,3 mil mortes e R$ 11,7 bilhões em prejuízos à saúde até 2040.
  • Os impactos da poluição podem se estender para Argentina, Paraguai e Uruguai.
  • A queima de carvão mineral brasileiro, com alto teor de cinzas, libera poluentes como PM2.5, associados a doenças graves e partos prematuros.
  • O Rio Grande do Sul concentra 53% da produção e 89% das reservas de carvão do país.
  • O relatório sugere que a continuidade da operação de usinas a carvão compromete os compromissos do Acordo de Paris e contradiz o potencial do Brasil em energia renovável.
  • CREA e Arayara recomendam desativar usinas, encerrar subsídios, reforçar fiscalização e promover transição justa para trabalhadores.
  • A Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS) afirma que as emissões são monitoradas e seguras.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Vera Tattari (analista do CREA e principal autora do relatório)Juliano Bueno de Araújo (diretor técnico do Instituto Arayara)

Organizações

Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA)Instituto Internacional ArayaraAgência BrasilAssociação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS)

Lugares

CandiotaRio Grande do SulArgentinaParaguaiUruguaiBaía de Guanabara