O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi declarado inelegível até 2030 pelo TSE no caso Ceperj, mas pretende recorrer e disputar o Senado 'sub judice'.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi condenado à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no âmbito do caso Ceperj. A decisão foi mantida mesmo após a renúncia de Castro ao cargo de governador. Em resposta, o ex-governador afirmou ter sempre governado dentro da legalidade e com compromisso com a população, expressando inconformismo com a decisão e anunciando que pretende recorrer após ter acesso ao acórdão. Ele também manifestou a intenção de manter sua candidatura ao Senado 'sub judice', o que lhe permitiria fazer campanha e receber votos provisoriamente enquanto os recursos são analisados.
A inelegibilidade resultou de um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da coligação de Marcelo Freixo, que reverteu uma decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). A condenação de Castro implica que a sucessão no governo do Rio de Janeiro será definida por eleição indireta, na qual os 70 deputados estaduais da Alerj escolherão um "governador-tampão" para cumprir o restante do mandato. O ministro Luiz Fux reverteu normas da Alerj para essa eleição, estabelecendo a necessidade de seis meses de desincompatibilização e voto secreto. Diante da situação, aliados de Flávio Bolsonaro já consideram o nome do delegado Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, como alternativa para a disputa do Senado pelo PL. A investigação que levou à condenação apontou 27 mil contratações sem transparência no Ceperj e na Uerj, supostamente para acomodar aliados visando a reeleição de Castro.
G1 Política • 25 mar, 11:16
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