O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo em 23 de março, antecipando-se a um julgamento crucial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão ocorre às vésperas da retomada do processo que poderia resultar na cassação de seu mandato e na declaração de inelegibilidade, conhecido como caso Ceperj. A renúncia permite que Castro concorra a um cargo legislativo nas eleições deste ano, como o Senado, e, segundo interlocutores, busca esvaziar o processo no TSE para evitar a cassação. Castro fez um balanço de sua gestão, destacando sua chegada "improvável" ao governo em 2019 e sua reeleição em 2022.
Sem vice, o estado será temporariamente administrado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Ricardo Couto, que será responsável por convocar uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O TSE analisa recursos contra a absolvição de Castro em um processo que investiga abuso de poder político e econômico e conduta vedada durante as eleições de 2022, com o Ministério Público Eleitoral (MPE) apontando 27 mil contratações sem transparência no Ceperj e Uerj, supostamente para fins eleitorais. O PL pretende indicar Douglas Ruas para o mandato-tampão, mas uma liminar do ministro Luiz Fux alterou as regras de desincompatibilização para a eleição indireta.
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