A valorização recorde do ouro, que superou 48% nos últimos 12 meses e atingiu seu pico em 28 de janeiro, atraiu apenas 1% dos investidores brasileiros, o equivalente a 1,6 milhão de pessoas. Dados de uma pesquisa da Anbima e Datafolha revelam que, apesar do reconhecimento do ouro como modalidade de investimento por 67% dos brasileiros, especialmente nas classes A e B, a adesão ainda é baixa.
O aumento do preço do metal tem sido impulsionado por tensões geopolíticas, como os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, e por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Marcelo Billi, da Anbima, destaca que o ouro moderno é utilizado como investimento com liquidez, acessível via mercado futuro, ETFs ou fundos. O interesse pelo tema também se reflete nas redes sociais, onde o ouro foi o sétimo produto financeiro mais falado por influenciadores e o quinto tema com maior engajamento, conforme o relatório FInfluence da Anbima.
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