A China, que é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes para o Brasil, implementou restrições à exportação desses produtos. A medida, não formalmente anunciada, visa proteger o mercado interno chinês e garantir a segurança alimentar do país, isolando-o de flutuações de preços globais. As restrições afetam misturas de fertilizantes de nitrogênio, potássio e certas variedades de fosfato, impactando cerca de metade das exportações chinesas previstas para 2025.
Essa decisão chinesa agrava a escassez global de fertilizantes, que já estava sob pressão devido à guerra no Oriente Médio. Os preços internacionais da ureia, por exemplo, já subiram cerca de 40% desde o início do conflito. No Brasil, o encarecimento dos fertilizantes deve impactar as safras plantadas a partir do segundo semestre, uma vez que o fertilizante para as safras atuais já foi adquirido. Especialistas preveem que as proibições não serão suspensas antes de agosto.
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