China restringe exportação de fertilizantes e pode encarecer alimentos no Brasil
A China, um dos principais fornecedores do Brasil, restringiu a exportação de fertilizantes para proteger seu mercado interno, o que pode impactar os preços dos alimentos no país.
Pontos principais
- A China, terceiro maior fornecedor de fertilizantes do Brasil, restringiu as exportações para proteger seu mercado interno.
- A medida agrava a escassez global de fertilizantes, já impactada pela guerra no Oriente Médio.
- A proibição afeta misturas de fertilizantes de nitrogênio, potássio e certas variedades de fosfato, restringindo cerca de metade das exportações chinesas de 2025.
- Analistas indicam que a China prioriza a segurança alimentar interna, isolando seu mercado de choques de preços globais.
- No Brasil, o encarecimento deve afetar as safras plantadas a partir do segundo semestre.
A China, que é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes para o Brasil, implementou restrições à exportação desses produtos. A medida, não formalmente anunciada, visa proteger o mercado interno chinês e garantir a segurança alimentar do país, isolando-o de flutuações de preços globais. As restrições afetam misturas de fertilizantes de nitrogênio, potássio e certas variedades de fosfato, impactando cerca de metade das exportações chinesas previstas para 2025.
Essa decisão chinesa agrava a escassez global de fertilizantes, que já estava sob pressão devido à guerra no Oriente Médio. Os preços internacionais da ureia, por exemplo, já subiram cerca de 40% desde o início do conflito. No Brasil, o encarecimento dos fertilizantes deve impactar as safras plantadas a partir do segundo semestre, uma vez que o fertilizante para as safras atuais já foi adquirido. Especialistas preveem que as proibições não serão suspensas antes de agosto.
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