A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio gerou um impacto direto na estrutura de custos do agronegócio brasileiro. Com a instabilidade em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, o encarecimento dos fretes marítimos e dos seguros de carga tem pressionado as margens de lucro dos produtores. Como o país importa cerca de 90% dos fertilizantes que utiliza, a vulnerabilidade a choques externos reacendeu o debate sobre a soberania nacional de insumos essenciais para a produtividade agrícola. Para mitigar esses riscos, o setor discute a necessidade de diversificar parceiros comerciais e acelerar a reativação de fábricas nacionais. Embora o Plano Nacional de Fertilizantes estabeleça a meta de reduzir a dependência externa para 50% até 2050, o processo de transição ainda é considerado incipiente frente à urgência das oscilações globais.
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