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Casa, filhos e renda: mulheres recorrem ao próprio negócio para 'dar conta de tudo'

Uma pesquisa inédita revela que o nanoempreendedorismo feminino no Brasil é, em muitos casos, uma estratégia de sobrevivência para mulheres que buscam conciliar casa, filhos e renda, enfrentando informalidade e sobrecarga de jornadas.

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18/03 às 09:28

Pontos principais

  • O nanoempreendedorismo feminino no Brasil funciona como estratégia de adaptação à realidade econômica e social, não como pequenos negócios tradicionais.
  • A pesquisa do Consulado da Mulher, Vert.se e Be.Labs mostra que essas atividades são uma engrenagem de sobrevivência, marcada por informalidade e baixa possibilidade de crescimento.
  • Nanoempreendedores são pessoas físicas com faturamento anual de até R$ 40,5 mil, muitas vezes informais ou autônomas, beneficiadas pela reforma tributária para formalização.
  • Mais de 85% das mulheres nanoempreendedoras têm filhos e 61% estão na faixa etária de 30 a 49 anos, a "geração sanduíche", com múltiplas demandas de cuidado.
  • Para 75% das entrevistadas, o negócio próprio foi uma resposta a crises como desemprego ou dificuldade de conciliar trabalho formal com a rotina doméstica.
  • A pesquisa aponta que 71% das nanoempreendedoras são mulheres negras e quase 40% possuem ensino superior, mas enfrentam dificuldades de inserção no mercado formal.
  • Apesar da longevidade dos negócios (78% com mais de 3 anos), o faturamento é baixo e se confunde com a renda familiar, indicando um modelo de subsistência e o "piso pegajoso" econômico.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Adriana Carvalho (diretora-executiva do Consulado da Mulher)

Organizações

Consulado da MulherVert.seBe.Labsg1

Lugares

Brasil