Argentina pode apoiar militarmente EUA em conflito com Irã
A Argentina indicou que pode oferecer apoio militar aos Estados Unidos em um eventual conflito com o Irã, reforçando o alinhamento do governo Milei com Washington e Tel Aviv.
Pontos principais
- O porta-voz da presidência argentina, Javier Lanari, afirmou que o país pode enviar tropas para apoiar os EUA em um conflito com o Irã, se houver pedido de Donald Trump.
- A declaração reforça o alinhamento do governo Milei com os Estados Unidos e Israel, incluindo a promessa de transferir a embaixada argentina para Jerusalém.
- A Argentina formalizou sua saída da OMS e voltou a classificar o Irã como 'inimigo', atribuindo-lhe a responsabilidade pelo atentado à AMIA em 1994.
- O jornal iraniano Tehran Times acusou a Argentina de cruzar uma 'linha vermelha imperdoável' ao se alinhar aos EUA e Israel.
- A Argentina já participou de esforços de guerra dos EUA no Oriente Médio em 1991, durante a Guerra do Golfo.
O porta-voz da presidência argentina, Javier Lanari, declarou que a Argentina está aberta a oferecer apoio militar aos Estados Unidos em um possível conflito com o Irã, caso o governo Trump faça a solicitação. Esta sinalização reforça o alinhamento político do governo de Javier Milei com os EUA e Israel, evidenciado também pela saída da Argentina da OMS e pela reclassificação do Irã como 'inimigo', além da promessa de transferir a embaixada argentina para Jerusalém.
O posicionamento argentino ganha contexto diante da atribuição pela Justiça do país ao Irã da responsabilidade pelo atentado à AMIA em 1994, que resultou em 85 mortes. Em resposta, o jornal iraniano Tehran Times acusou a Argentina de cruzar uma 'linha vermelha imperdoável' ao se alinhar aos EUA e Israel, sugerindo uma 'resposta proporcional'. Historicamente, a Argentina já participou de esforços de guerra dos EUA no Oriente Médio em 1991, durante a Guerra do Golfo.
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