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Irã confirma morte de Ali Larijani em ataque israelense em Teerã

O Irã confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança, em um ataque israelense em Teerã, intensificando as tensões regionais após trocas de mísseis.

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Foto: G1 Mundo
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17/03 às 06:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O Irã confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança, em um ataque israelense em Teerã na segunda-feira (16).
  • Gholamreza Soleimani, líder da força Basij da Guarda Revolucionária, também foi morto no mesmo bombardeio, conforme confirmado pela imprensa estatal iraniana.
  • Israel divulgou um vídeo do ataque, e o ministro Israel Katz e o tenente-general Eyal Zamir confirmaram as mortes, descrevendo Larijani como o "líder efetivo do regime iraniano".
  • A agência Fars e o Exército israelense confirmaram a morte de Larijani, que estava com seu filho em um apartamento usado como esconderijo.
  • As mortes ocorrem após o ataque de 28 de fevereiro que matou o então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
  • Irã e Israel trocaram ataques aéreos na terça-feira, com mísseis iranianos caindo perto do gabinete do primeiro-ministro israelense em Jerusalém.
  • Em retaliação, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram uma ampla onda de ataques contra a infraestrutura do regime iraniano em Teerã.
  • Larijani era uma figura influente na política iraniana, com passagens como presidente do Parlamento e coordenador de estratégias de defesa e política nuclear.

Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, foi morto em um ataque israelense em Teerã na segunda-feira (16), conforme confirmado pelo Irã. Gholamreza Soleimani, líder da força Basij da Guarda Revolucionária iraniana, também foi morto no mesmo bombardeio. Israel divulgou um vídeo do ataque e o ministro Israel Katz e o tenente-general Eyal Zamir confirmaram as mortes, com o Exército israelense descrevendo Larijani como o "líder efetivo do regime iraniano" após a morte de Ali Khamenei. A agência Fars e o Exército israelense confirmaram que Larijani estava com seu filho em um apartamento usado como esconderijo no momento do ataque.

As mortes ocorrem após o ataque de 28 de fevereiro que matou o então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Irã e Israel trocaram ataques aéreos na terça-feira, com mísseis iranianos caindo perto do gabinete do primeiro-ministro israelense em Jerusalém. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram o ataque iraniano e pediram que a população procurasse abrigos antiaéreos. Em retaliação, as IDF anunciaram uma ampla onda de ataques contra a infraestrutura do regime iraniano em Teerã. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defendeu a ofensiva e afirmou que Israel é uma "grande potência" que busca minar o regime iraniano.

Larijani era considerado uma das figuras mais poderosas e influentes do regime iraniano, com um longo histórico político que incluiu passagens como ministro da Cultura e presidente do Parlamento. Ele assumiu o Conselho Supremo de Segurança Nacional em 2025, coordenando estratégias de defesa e política nuclear. Larijani era visto como um conservador pragmático com abertura para negociações internacionais, apesar de sua postura de repúdio aos EUA e a Israel. Sua influência cresceu após a morte do líder supremo Ali Khamenei, intensificando as tensões regionais. Larijani havia ameaçado o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana anterior, e foi visto em público pela última vez no Dia de Al-Quds. A situação eleva a tensão geopolítica no Oriente Médio e impacta os mercados de energia.

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