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Mercado prevê corte menor da Selic devido à guerra no Irã e petróleo

O mercado financeiro revisou para baixo a expectativa de corte da taxa Selic pelo Banco Central, prevendo uma redução menor devido à guerra no Irã e à disparada do preço do petróleo.

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Foto: G1 Política
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16/03 às 09:00

Pontos principais

  • Economistas preveem corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,75% ao ano, na reunião do Copom desta semana.
  • A taxa Selic está atualmente em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
  • A guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo acima de US$ 100, pressionando a inflação no Brasil.
  • A projeção de inflação para 2026 subiu de 3,91% para 4,10% após o início do conflito.
  • A meta de inflação contínua do Banco Central é de 3%, com variação aceitável entre 1,50% e 4,50%.

O mercado financeiro ajustou suas projeções para a taxa Selic, indicando um corte menor de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A expectativa é de uma redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,75% ao ano, em vez de um corte mais acentuado. Essa revisão é atribuída principalmente à escalada da guerra no Irã e à consequente disparada do preço do petróleo, que superou a marca de US$ 100 por barril.

Esses fatores externos exercem pressão inflacionária sobre a economia brasileira, levando à revisão da projeção de inflação para 2026, que passou de 3,91% para 4,10%. A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, encontra-se no maior patamar em quase duas décadas, e a cautela do Banco Central reflete a necessidade de conter os impactos da instabilidade global nos preços domésticos, mantendo a inflação dentro da meta contínua de 3%.

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