Governo lança Plano Clima com metas de redução de emissões até 2050
O governo federal lançou o Plano Clima, estabelecendo metas ambiciosas para reduzir as emissões de dióxido de carbono em até 67% até 2035 e zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050.
Pontos principais
- O Ministério do Meio Ambiente, sob Marina Silva, concluiu e lançou o Plano Clima, ferramenta essencial para as metas climáticas do Brasil.
- O plano visa reduzir as emissões de dióxido de carbono entre 59% e 67% até 2035 e alcançar zero emissões de gases de efeito estufa até 2050.
- A elaboração do plano envolveu 24 mil pessoas e cerca de 5 mil propostas, sintetizadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM).
- Setores como agropecuária e energia apresentaram resistência a metas e impactos econômicos durante a fase de elaboração.
- O financiamento do Plano Clima virá de fontes como Eco Invest Brasil, Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e o Fundo Clima, com mais de R$ 33 bilhões em 2026.
O governo federal lançou o Plano Clima, uma estratégia abrangente para enfrentar a crise climática no Brasil, liderada pelo Ministério do Meio Ambiente. Este instrumento é considerado crucial para o país atingir as metas climáticas estabelecidas na COP29, abrangendo eixos de mitigação de emissões e adaptação aos impactos das mudanças climáticas. O plano estabelece a meta de reduzir as emissões de dióxido de carbono entre 59% e 67% até 2035, com base nos níveis de 2005, e alcançar zero emissões de gases de efeito estufa até 2050. A elaboração do plano contou com a participação de 24 mil pessoas e cerca de 5 mil propostas, sintetizadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM).
Apesar da finalização, o processo enfrentou resistências significativas de setores como o agronegócio e a energia, que questionaram as metas propostas e seus potenciais impactos econômicos. O financiamento do Plano Clima virá de fontes como Eco Invest Brasil, Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e o Fundo Clima, que disporá de mais de R$ 33 bilhões em 2026. Entidades como o Observatório do Clima reconhecem os avanços, mas apontam lacunas importantes, como a ausência de um cronograma detalhado para as ações e a indefinição sobre o futuro da exploração de combustíveis fósseis no país.
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