Ambientalistas e acadêmicos protestaram em Brasília contra a inclusão de uma área da Serrinha do Paranoá como garantia em um projeto de socorro financeiro ao BRB, questionando a decisão do GDF.
Ambientalistas e acadêmicos realizaram um protesto em Brasília contra a decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) de incluir uma área da Serrinha do Paranoá como garantia em um projeto de socorro financeiro ao Banco de Brasília (BRB). A Serrinha do Paranoá é uma área de cerrado nativo com 119 minas d'água, considerada essencial para a recarga hídrica e o abastecimento do Lago Paranoá, sendo reconhecida por sua relevância ecológica e hídrica.
A lei sancionada pelo GDF autoriza empréstimos de R$ 6,6 bilhões para o BRB, utilizando nove imóveis públicos como garantia, entre eles a Gleba A da Serrinha do Paranoá, avaliada em R$ 2,2 bilhões. O BRB enfrenta uma crise de liquidez após a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, cujo banqueiro, Daniel Vorcaro, está preso sob suspeita de crimes financeiros. Especialistas, como Lúcia Mendes da Associação Preserva Serrinha, alertam que a impermeabilização da área colocaria em risco as nascentes e o abastecimento de água do Distrito Federal. O governador Ibaneis Rocha defende a medida, negando a existência de nascentes na Gleba A e afirmando que a iniciativa é uma solução necessária para o banco. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou uma moção de apoio à preservação da Serrinha, reconhecendo seu valor ambiental e social.
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