Manifestantes atacaram um escritório do Partido Comunista em Morón, Cuba, em uma rara explosão de dissidência pública. Os protestos foram desencadeados por apagões e escassez de alimentos, exacerbados por um bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos. Vídeos nas mídias sociais mostram incêndios e pessoas jogando pedras, com gritos de "liberdade".
A tensão entre os EUA e Cuba aumentou após a imposição de um embargo petrolífero por Washington, que cortou as remessas de petróleo da Venezuela para a ilha. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem intensificado a pressão econômica, ameaçando tarifas a países que vendam petróleo a Cuba. Em resposta, o governo cubano iniciou conversações com Washington para tentar neutralizar a crise. Protestos públicos violentos são extremamente raros em Cuba, e a constituição de 2019 concede o direito de manifestação, mas sem regulamentação específica. Vândalos também atacaram outros estabelecimentos estatais, como uma farmácia e um mercado do governo.
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