Dois terços de Cuba, incluindo a capital Havana, ficaram sem energia elétrica devido a uma falha na rede nacional, agravando a crise econômica e o bloqueio energético imposto pelos EUA.
Um apagão de grandes proporções atingiu dois terços de Cuba, incluindo a capital Havana, após uma falha na rede elétrica nacional. A interrupção, causada por uma avaria na caldeira da usina Antonio Guiteras, afetou dez das quinze províncias do país, mergulhando milhões de cubanos na escuridão e agravando a já precária situação econômica da ilha.
A crise energética em Cuba é um reflexo da infraestrutura elétrica envelhecida e da escassez de combustível, resultando em apagões frequentes que podem durar mais de 10 horas em Havana e até mais de um dia em outras regiões. O governo cubano atribui parte das dificuldades ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, que impede a venda de petróleo à ilha. Economistas, por sua vez, apontam a falta de investimento estatal no setor como um fator contribuinte para a crise.