Crise energética em Cuba provoca apagões e protestos em todo o país
Cuba enfrenta colapso energético com 65% do território sem luz, gerando protestos civis e debates sobre ajuda humanitária internacional.
Pontos principais
- O governo cubano declarou esgotamento de combustível, paralisando a central termelétrica Antonio Guiteras.
- Dados oficiais indicam que 65% do território nacional foi afetado por cortes simultâneos de energia.
- Manifestações civis e panelaços ocorreram em Havana e no leste do país em resposta aos apagões.
- O governo cubano atribui a crise ao bloqueio dos EUA, enquanto avalia uma oferta de 100 milhões de dólares em ajuda humanitária americana.
- A escassez de energia gera cortes que chegam a durar mais de 20 horas por dia em diversas regiões.
- A ONU classificou as restrições impostas pelos EUA como ilegais por afetarem direitos básicos da população cubana.
Cuba enfrenta um colapso energético severo após o governo declarar o esgotamento das reservas de óleo combustível e diesel necessárias para manter as usinas termelétricas em operação. A escassez de insumos, confirmada pelo ministro de energia, provocou apagões generalizados que atingiram 65% do território nacional, paralisando serviços essenciais e agravando a crise que afeta a infraestrutura básica e a rotina da população. Em resposta à interrupção prolongada do fornecimento, que em algumas áreas supera 20 horas diárias, protestos civis e panelaços eclodiram em Havana e no leste do país, evidenciando a crescente instabilidade social.
O governo cubano sustenta que a precariedade do sistema elétrico é um reflexo direto do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump. Enquanto a ONU classificou as restrições americanas como ilegais por impactarem direitos básicos dos cidadãos, as autoridades cubanas avaliam a possibilidade de aceitar uma oferta de 100 milhões de dólares em ajuda humanitária dos EUA, condicionada à distribuição via Igreja Católica. A situação permanece crítica, com o governo buscando alternativas para mitigar o colapso do setor elétrico e conter a insatisfação popular que toma as ruas da capital.
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