Jair Bolsonaro permanece internado na UTI do Hospital DF Star com broncopneumonia grave, apresentando piora da função renal e elevação de marcadores inflamatórios, sem previsão de alta, mas já se alimenta com dieta pastosa.
Jair Bolsonaro completou mais de 24 horas internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral grave. O ex-presidente, que corre risco de vida, apresentou piora da função renal e elevação de marcadores inflamatórios, conforme o boletim médico mais recente. Apesar dessas complicações, seu quadro clínico geral é considerado estável, e ele já consegue se alimentar pela boca com dieta pastosa, após um período em jejum. Não há previsão de alta da UTI neste momento, e a piora renal é considerada normal para o diagnóstico, devendo durar pelo menos mais 24 horas.
A infecção pulmonar é atribuída a problemas gástricos preexistentes, como refluxo, gastrite e esofagite, que teriam provocado a aspiração de líquido estomacal para os pulmões, agravada por alimentação inadequada antes de dormir. Esta pneumonia é considerada a mais grave que Bolsonaro já enfrentou, sendo bilateral e de rápida evolução. Ele começou a passar mal por volta das 2h da manhã, sendo encaminhado ao hospital após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese, calafrios, falta de ar e cansaço extremo. O tratamento atual inclui o uso de antibióticos (devido a cirurgias intestinais anteriores), hidratação intravenosa, fisioterapia respiratória e motora, além de medidas de prevenção de trombose. Bolsonaro ainda necessita de oxigênio, recebendo 2 litros por minuto via cateter nasal, mas sem necessidade de entubação.
Bolsonaro está preso desde janeiro na "Papudinha" em Brasília, cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Pedidos de prisão domiciliar por parte da defesa, alegando fragilidade na saúde, foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes. Uma junta médica da Polícia Federal atestou que Bolsonaro tem condições de permanecer na unidade prisional apesar da necessidade de cuidados. O ministro Alexandre de Moraes autorizou visitas de familiares e determinou vigilância policial 24 horas no hospital, proibindo a entrada de dispositivos eletrônicos, exceto médicos, na unidade de internação. Michelle Bolsonaro e a filha Laura o acompanham na internação.
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