O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. A internação ocorreu na sexta-feira (13), depois de Bolsonaro sentir calafrios, vômitos, febre alta, sudorese e falta de ar, sendo socorrido pelo Samu. A equipe médica informou que o ex-presidente está estável, consciente e não precisou ser entubado, embora permaneça na UTI para monitoramento contínuo e tratamento prolongado com antibioticoterapia venosa de amplo espectro. O relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que a broncopneumonia é de provável origem aspirativa. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, informou que o pai está consciente, mas com voz fraca, e que a broncopneumonia pode ter origem em soluços frequentes.
A broncopneumonia bacteriana bilateral é uma infecção grave que afeta múltiplos pontos de ambos os pulmões, sendo considerada potencialmente grave. A pneumologista Marcela de Oliveira explicou que é uma das principais causas de mortalidade em idosos e pacientes hospitalizados. Fatores como idade avançada, doenças crônicas e imunidade reduzida podem agravar o quadro. Os sintomas incluem febre, tosse com secreção, falta de ar e, em idosos, pode se manifestar com sonolência excessiva e confusão mental. A doença é causada por bactérias como Streptococcus pneumoniae e o tratamento envolve antibióticos, muitas vezes intravenosos, e a prevenção é feita principalmente por meio da vacinação.
Bolsonaro está detido na 'Papudinha' em Brasília, cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Pedidos de prisão domiciliar por questões de saúde foram novamente negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, apesar de uma junta médica da PF atestar a necessidade de cuidados. No entanto, o ministro autorizou a visita de sua esposa, Michelle Bolsonaro, filhos (Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura), e a enteada Letícia no hospital. Michelle Bolsonaro também foi autorizada a acompanhar o ex-presidente. Moraes determinou vigilância policial 24 horas no local, com pelo menos dois policiais militares na porta do quarto, e proibiu o uso de computadores, celulares ou outros dispositivos eletrônicos no quarto hospitalar e na UTI durante as visitas. Flávio Bolsonaro criticou as condições de encarceramento e pediu prisão domiciliar humanitária.
G1 Política • 13 mar, 19:12
InfoMoney • 13 mar, 18:24
Agência Brasil - EBC • 13 mar, 16:14
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