Coletivo quilombola lança documentário e pede proteção ao governo
O coletivo de mulheres da CONAQ lançou o documentário "Cafuné" para expor a vulnerabilidade de defensoras de direitos humanos quilombolas e propor um plano de proteção ao governo federal.
Pontos principais
- O documentário "Cafuné" foi lançado pelo coletivo de mulheres da CONAQ.
- O objetivo é sensibilizar o poder público para a criação de uma política de proteção eficaz para defensoras quilombolas.
- A articuladora política da CONAQ, Selma Dealdina, defende um plano de proteção coletiva e comunitária.
- O assassinato de Mãe Bernadete em 2023 reforçou a urgência de aperfeiçoar mecanismos de proteção.
- Entre 2019 e 2024, 26 pessoas de comunidades quilombolas foram assassinadas e 100 mulheres vivem sob ameaça.
O coletivo de mulheres da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) lançou o documentário "Cafuné" com o objetivo de evidenciar a vulnerabilidade das defensoras de direitos humanos em comunidades quilombolas e propor um plano de proteção coletiva ao governo federal. O projeto busca sensibilizar o poder público, incluindo o Congresso Nacional, para a criação de uma política de proteção eficaz, que vá além da segurança individual.
A iniciativa surge em um contexto de crescente violência, com 26 pessoas de comunidades quilombolas assassinadas entre 2019 e 2024, e pelo menos 100 mulheres vivendo sob ameaça no país. O assassinato de Mãe Bernadete em 2023 reforçou a urgência de aperfeiçoar os mecanismos de proteção para lideranças quilombolas. O plano "Cafuné" aborda a titulação de territórios, prevenção de adoecimento, apoio à saúde mental e segurança pública, visando uma proteção abrangente para essas comunidades.
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