Quatro pessoas foram tornadas réus pela Justiça do Ceará por envolvimento em uma campanha de ódio, perseguição e desinformação contra a ativista Maria da Penha e a legislação que leva seu nome. Entre os acusados estão Marco Antônio Heredia Viveiros, ex-marido de Maria da Penha, e outros três indivíduos identificados como influenciador, produtor e editor/apresentador. A denúncia do Ministério Público foi aceita, formalizando o processo contra os envolvidos.
A campanha, que incluía perseguições virtuais e a disseminação de notícias falsas, utilizava, inclusive, um laudo de exame de corpo de delito forjado para tentar descredibilizar Maria da Penha e a Lei Maria da Penha, além de sustentar a inocência de Heredia, já condenado por tentativa de homicídio. A operação "Echo Chamber" resultou na suspensão de perfis e apreensão de materiais, evidenciando a gravidade das ações que promoviam cyberbullying e conteúdo misógino. Alexandre Paiva, um dos denunciados, chegou a gravar vídeos na antiga residência de Maria da Penha em Fortaleza para divulgar conteúdo ofensivo. Marco Heredia foi denunciado por falsificação de documento público, enquanto Mantovanelli e Zingano respondem por uso de documento falso. A relevância do caso se estende à proteção de defensores de direitos humanos, com Maria da Penha sendo incluída em programa específico.
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