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Quatro viram réus por campanha de ódio contra Maria da Penha no Ceará

Quatro indivíduos, incluindo o ex-marido de Maria da Penha, tornaram-se réus no Ceará por uma campanha organizada de ódio, perseguição e desinformação contra a ativista e a lei que leva seu nome.

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Foto: InfoMoney
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09/03 às 22:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • A Justiça do Ceará aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus quatro acusados de participar de uma campanha de ódio contra Maria da Penha.
  • Entre os réus estão Marco Antônio Heredia Viveiros (ex-marido), Alexandre Gonçalves de Paiva (influenciador), Marcus Vinícius Mantovanelli (produtor) e Henrique Barros Lesina Zingano (editor/apresentador).
  • A campanha envolvia perseguições virtuais, notícias falsas e a divulgação de um laudo de exame de corpo de delito forjado para descredibilizar Maria da Penha e a Lei Maria da Penha.
  • As investigações da operação "Echo Chamber" revelaram cyberbullying, disseminação de conteúdo misógino e deturpação de informações em sites e redes sociais.
  • Um dos réus, Alexandre Paiva, chegou a gravar vídeos na antiga residência de Maria da Penha em Fortaleza para divulgar nas redes.
  • As condutas configuram crimes de intimidação sistemática virtual (cyberbullying) e perseguição (stalking/cyberstalking).
  • Marco Heredia foi denunciado por falsificação de documento público, enquanto Mantovanelli e Zingano respondem por uso de documento falso.

Quatro pessoas foram tornadas réus pela Justiça do Ceará por envolvimento em uma campanha de ódio, perseguição e desinformação contra a ativista Maria da Penha e a legislação que leva seu nome. Entre os acusados estão Marco Antônio Heredia Viveiros, ex-marido de Maria da Penha, e outros três indivíduos identificados como influenciador, produtor e editor/apresentador. A denúncia do Ministério Público foi aceita, formalizando o processo contra os envolvidos.

A campanha, que incluía perseguições virtuais e a disseminação de notícias falsas, utilizava, inclusive, um laudo de exame de corpo de delito forjado para tentar descredibilizar Maria da Penha e a Lei Maria da Penha, além de sustentar a inocência de Heredia, já condenado por tentativa de homicídio. A operação "Echo Chamber" resultou na suspensão de perfis e apreensão de materiais, evidenciando a gravidade das ações que promoviam cyberbullying e conteúdo misógino. Alexandre Paiva, um dos denunciados, chegou a gravar vídeos na antiga residência de Maria da Penha em Fortaleza para divulgar conteúdo ofensivo. Marco Heredia foi denunciado por falsificação de documento público, enquanto Mantovanelli e Zingano respondem por uso de documento falso. A relevância do caso se estende à proteção de defensores de direitos humanos, com Maria da Penha sendo incluída em programa específico.

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