Justiça de SP torna Marcola e Deolane Bezerra réus por lavagem de dinheiro
A Justiça aceitou denúncia contra a influenciadora e o líder do PCC por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Pontos principais
- A 3ª Vara de Presidente Venceslau aceitou a denúncia contra Deolane Bezerra, Marcola e outros envolvidos nesta quinta-feira.
- Investigações apontam o uso de uma transportadora como fachada para movimentar recursos ilícitos da facção.
- O Ministério Público baseou a acusação em dados de celulares apreendidos, relatórios do Coaf e registros bancários.
- A Justiça autorizou o bloqueio patrimonial de um dos réus, e o processo segue tramitando sob sigilo judicial.
- As defesas dos acusados negam as irregularidades, alegando fragilidade nas provas apresentadas pelo MP.
A Justiça de São Paulo tornou réus a influenciadora Deolane Bezerra e o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, sob acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia, recebida pela 3ª Vara de Presidente Venceslau nesta quinta-feira, aponta que o grupo utilizava uma empresa de transporte como fachada para dar aparência legal a recursos ilícitos da facção, operando por meio de depósitos fracionados, transferências via Pix e contas de terceiros para ocultar a origem do capital. O processo, que agora tramita sob sigilo judicial, também resultou na autorização do bloqueio patrimonial de um dos réus envolvidos na operação.
As provas que sustentam a acusação incluem dados extraídos de celulares apreendidos, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e registros bancários detalhados. Deolane Bezerra permanece presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, enquanto Marcola segue custodiado em presídio federal. As defesas dos denunciados negam as acusações, argumentando que a narrativa do Ministério Público é frágil e que o regime de isolamento em presídios federais inviabiliza a participação dos acusados no esquema. O caso ganha relevância ao conectar figuras públicas a complexas operações financeiras vinculadas ao crime organizado.
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