Anvisa aprova novo medicamento para epilepsia farmacorresistente
A Anvisa aprovou o Xcopri (cenobamato), da Momenta Farmacêutica, para tratar crises focais em adultos com epilepsia farmacorresistente, uma condição que afeta cerca de 30% dos pacientes.
Pontos principais
- O medicamento Xcopri (cenobamato) foi aprovado pela Anvisa para adultos com epilepsia farmacorresistente.
- A epilepsia farmacorresistente atinge aproximadamente 30% dos pacientes, que não respondem a pelo menos dois tratamentos.
- Estudos clínicos demonstraram que o cenobamato reduziu em pelo menos 50% a frequência das crises em 40% dos pacientes com 100mg/dia e em 64% com 400mg/dia.
- O medicamento atua diminuindo a atividade elétrica anormal no cérebro, responsável pelas crises.
- A comercialização depende da definição de preço pela CMED, e a inclusão no SUS requer avaliação da Conitec e decisão do Ministério da Saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Xcopri (cenobamato), um novo medicamento desenvolvido pela Momenta Farmacêutica. O fármaco é destinado ao tratamento de crises focais em adultos que sofrem de epilepsia farmacorresistente, uma condição que afeta cerca de 30% dos pacientes e não responde a pelo menos dois tratamentos convencionais. A aprovação ocorre durante o Março Roxo, mês de conscientização sobre a epilepsia, que impacta mais de 2 milhões de pessoas no Brasil.
O cenobamato age reduzindo a atividade elétrica anormal no cérebro, que é a causa das crises epilépticas. Estudos clínicos mostraram resultados promissores, com 40% dos pacientes que receberam 100mg/dia e 64% dos que receberam 400mg/dia apresentando uma redução de pelo menos 50% na frequência das crises. A neurologista Juliana Passos, da LBE, ressaltou a importância do medicamento como um avanço para pacientes com epilepsia de difícil controle. A comercialização do Xcopri ainda depende da definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), e sua eventual oferta no Sistema Único de Saúde (SUS) dependerá de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde.
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