Delegados da PF paralisam inquéritos por fundo de combate ao crime
Delegados da Polícia Federal suspenderão inquéritos e operações a partir de 9 de março para pressionar o governo pela criação de um fundo nacional de combate ao crime organizado.
Pontos principais
- Delegados da PF suspenderão despachos em inquéritos e deflagração de operações a partir de 9 de março.
- A paralisação visa pressionar pela criação de um fundo nacional de combate às organizações criminosas.
- Investigações de políticos com foro privilegiado, tráfico de pessoas e prisões em flagrante não serão afetadas.
- A criação do fundo, prometida pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski, está paralisada no MGI.
- Serviços de agendamento de passaportes também serão suspensos durante o período da paralisação.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) anunciou a paralisação de inquéritos e operações a partir de 9 de março, em protesto pela demora na criação de um fundo nacional de combate às organizações criminosas. A medida busca pressionar o governo Lula a implementar a promessa feita pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski, que previa o uso de recursos confiscados do crime organizado para fortalecer o orçamento de órgãos como a PF, modernizando suas capacidades investigativas e a segurança pública.
A paralisação afetará despachos em inquéritos e a deflagração de novas operações, além de suspender os serviços de agendamento de passaportes. No entanto, investigações envolvendo políticos com foro privilegiado, tráfico de pessoas, prisões em flagrante e situações de risco à vida serão mantidas, garantindo a continuidade de ações essenciais. A ADPF reitera a importância do fundo para o fortalecimento da atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado.
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