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Delegados da PF criticam fala de Lula sobre agentes 'fingindo trabalhar'

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou as declarações do presidente Lula sobre agentes que estariam "fingindo trabalhar", desqualificando a instituição.

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Foto: G1 Política
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24/04 às 15:03 · atualizado 17:07

Pontos principais

  • A ADPF criticou a fala do presidente Lula sobre delegados e agentes da PF que estariam "fingindo trabalhar" no combate ao crime organizado.
  • Lula fez a declaração durante a Feira Brasil na Mesa, ao comentar a nomeação de novos servidores da PF e a instrução para que todos os afastados retornem.
  • A associação informou que 53 delegados estão cedidos, menos de 3% do total, e que esse número não justifica a avaliação presidencial.
  • A ADPF defendeu que o debate se concentre em temas estruturantes, valorização da instituição e ações concretas, como investimentos em capacitação e inteligência.
  • A entidade alertou para a diminuição de ingressantes na carreira de delegado da PF e a perda de talentos, com queda no interesse por concursos públicos.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou preocupação e criticou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sugeriu haver agentes da PF "fingindo trabalhar" no combate ao crime organizado. A fala de Lula ocorreu durante a Feira Brasil na Mesa, ao comentar a nomeação de mil novos policiais federais e a instrução ao ministro da Justiça para que todos os servidores afastados retornem aos seus cargos, excluindo apenas aqueles que estariam "fingindo trabalhar".

A ADPF defendeu que o debate sobre o combate ao crime organizado se concentre em temas estruturantes e na valorização da Polícia Federal, alertando que o retorno de servidores não deve ser a única solução. A entidade destacou que apenas 53 delegados estão cedidos, representando menos de 3% do total, e que esse número não justifica a avaliação presidencial. A associação solicitou políticas de valorização e financiamento adequado para a instituição, enfatizando que o enfrentamento ao crime exige "menos propaganda e mais ações concretas", como investimentos em capacitação e inteligência, além de alertar para a diminuição de ingressantes na carreira de delegado da PF.

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