Uma escritora americana deixou o emprego para liderar mais de mil voluntários globais na análise de milhões de documentos do caso Epstein, buscando justiça para as vítimas.
Motivada por justiça social e oposição às políticas de Donald Trump, a escritora americana Ellie Leonard abandonou seu emprego para liderar um esforço global de jornalismo cidadão. Com mais de mil voluntários de diversos países, ela coordena a análise de milhões de documentos, imagens e vídeos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, buscando trazer responsabilização e justiça às vítimas. O grupo se dedica a examinar os 3,5 milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos divulgados, incluindo o último lote de 30 de janeiro que citou nomes como Richard Branson, Bill Gates e Elon Musk, sem implicar irregularidades.
A metodologia de Leonard e sua equipe difere da mídia tradicional ao focar em detalhes minuciosos e comunicações internas, visando preencher lacunas e validar as histórias das sobreviventes. Um exemplo notável é a confirmação da denúncia feita por Maria Farmer ao FBI em 1996, que, após quase três décadas, encontrou validação nos arquivos, proporcionando-lhe um sentimento de redenção. O trabalho de Leonard é visto como uma forma crucial de responsabilização, buscando conclusões e justiça para as vítimas do esquema de Epstein.