Milhões de novos documentos sobre Jeffrey Epstein foram divulgados, revelando sua atuação no Brasil com concursos de moda, recrutamento de garotas e detalhes de sua morte na prisão, além de citar personalidades como Elon Musk e Bill Gates.
Milhões de novos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein foram divulgados nos Estados Unidos pelo Departamento de Justiça, incluindo uma entrevista inédita com o financista, onde ele responde a questionamentos sobre sua vasta riqueza e crimes sexuais. A liberação compreende mais de 3 milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos, detalhando a relação de Epstein com a elite e a investigação de Ghislaine Maxwell. Os documentos citam diversas personalidades como Bill Clinton, príncipe Andrew, Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates, Richard Branson e Sergey Brin. Donald Trump é mencionado milhares de vezes e sempre negou uma denúncia de suposto estupro, enquanto Elon Musk e Bill Gates também tiveram e-mails e alegações sobre suas interações com Epstein, ambos negando irregularidades. Algumas vítimas expressaram preocupação com a exposição de suas identidades e traumas pela divulgação dos arquivos, que ocorreu semanas após o prazo da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada por Donald Trump.
Os novos documentos também aprofundam as menções ao Brasil, revelando cerca de 4 mil referências ao país e a intenção de Epstein de expandir sua rede de recrutamento. O agente de modelos francês Jean-Luc Brunel é apontado como o principal elo, conectando Epstein a pessoas que forneciam garotas, inclusive menores de idade. E-mails e depoimentos indicam discussões sobre a criação de concursos de beleza no Brasil para atrair jovens e a intenção de adquirir uma revista de moda para recrutar modelos. Quatro garotas brasileiras, sendo pelo menos duas menores, teriam sido levadas por Brunel à casa de Epstein nos EUA, com vistos pagos pelo bilionário, e uma vítima chegou a mencionar a presença de até 50 brasileiras na mansão. Havia também preocupação com pagamentos para silenciar informações no Brasil, lançando luz sobre a extensão de seus crimes e conexões internacionais.
Além disso, os arquivos desclassificados pelo governo dos EUA revelam detalhes do exame post-mortem de Jeffrey Epstein, incluindo fotos inéditas de seu corpo sobre uma maca e detalhes de lesões no pescoço. Um relatório do FBI de 23 páginas investiga a morte de Epstein e inclui um cronograma de sua detenção. Documentos internos da prisão indicam que Epstein havia sido colocado em vigilância por risco de suicídio após uma tentativa anterior, apesar de ter declarado não ter interesse em se matar e estar focado em lutar por seu caso. No entanto, guardas da prisão falharam em realizar verificações programadas e o sistema de câmeras estava desligado na noite de sua morte, levantando questões sobre as circunstâncias de seu falecimento.
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