Trump rejeita tropas terrestres, mas insiste em escolher líder iraniano
Donald Trump afirma não considerar o envio de tropas terrestres ao Irã, mas reitera seu envolvimento na escolha do próximo líder supremo, enquanto o Irã se prepara para uma possível invasão e anuncia novos armamentos.
Pontos principais
- Donald Trump declarou à NBC que não considera enviar tropas terrestres ao Irã no momento, apesar das tensões crescentes.
- Trump expressou a necessidade de seu envolvimento pessoal na escolha do próximo líder supremo do Irã, buscando o fim da atual estrutura de liderança e um "bom líder".
- O presidente dos EUA rejeitou Mojtaba Khamenei como sucessor, comparando sua intervenção à que realizou na Venezuela.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para uma invasão terrestre e confrontará as tropas americanas.
- A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que o Irã está pronto para uma guerra prolongada e introduzirá novos armamentos avançados.
- A Casa Branca confirmou que Mojtaba Khamenei é o principal candidato e que Washington discute seu papel.
- O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos estão "vencendo a guerra contra o Irã de forma decisiva", mencionando a aniquilação de forças iranianas e bombardeios contínuos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou sua posição sobre o Irã, afirmando à NBC que, no momento, não considera o envio de tropas terrestres ao país. Contudo, Trump manteve sua postura de intervenção direta na política iraniana, expressando a necessidade de seu envolvimento pessoal na escolha do próximo líder supremo. Ele rejeitou veementemente a possibilidade de Mojtaba Khamenei, filho do atual líder Ali Khamenei, assumir o cargo, justificando que não aceitaria a continuidade das políticas de Khamenei e buscando um "bom líder" que traga harmonia e paz ao país. A Casa Branca, por sua vez, confirmou que Mojtaba Khamenei é o principal candidato e que Washington está ativamente discutindo seu papel no futuro do Irã.
Em resposta às crescentes tensões e à retórica americana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país está preparado para uma possível invasão terrestre dos Estados Unidos, afirmando que o Irã está "esperando" as tropas americanas para confrontá-las. A Guarda Revolucionária Islâmica também se manifestou, declarando que o Irã está pronto para uma guerra prolongada e que introduzirá novos armamentos avançados. As declarações de Trump, que comparou sua intervenção na escolha do líder iraniano à sua ação na Venezuela, que resultou na saída de Nicolás Maduro, contrastam com a posição oficial do governo americano de não buscar "mudança de regime" no Irã.
Em um contexto de escalada de tensões, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, declarou que os Estados Unidos estão "vencendo a guerra contra o Irã de forma decisiva", mencionando a aniquilação das forças aéreas e navais iranianas, a morte de muitos oficiais iranianos de alto escalão, e revelando que o Irã tentou assassinar Trump. Hegseth também afirmou que os EUA estão realizando bombardeios contínuos. Analistas preveem uma intensificação da operação militar dos EUA contra o Irã, mas a invasão terrestre para derrubar a liderança em Teerã ainda é incerta, apesar das declarações de Trump de não considerar essa opção no momento.
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