A saúde mental está sendo incorporada como métrica corporativa e parte da gestão de risco nas empresas, impulsionada pelo aumento de afastamentos e pela atualização da NR-1.
A saúde mental tem ganhado destaque na gestão corporativa, sendo agora integrada como métrica e parte essencial da gestão de riscos. Essa mudança é impulsionada pelo crescente número de afastamentos por transtornos mentais e pela atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que exige a gestão de riscos psicossociais. Grandes empresas, como Totvs, Sodexo Brasil e Meliá Hotels International, já estão adotando essa abordagem, monitorando o bem-estar dos colaboradores por meio de indicadores e atribuindo responsabilidades formais à liderança.
Essa integração reflete uma percepção global da importância da saúde mental no ambiente de trabalho. A OMS estima que depressão e ansiedade causam uma perda de US$ 1 trilhão por ano em produtividade mundial. No Brasil, os afastamentos por transtornos mentais têm crescido consistentemente. A segurança psicológica é, portanto, vista como um pilar para o desempenho sustentável, sendo incorporada a estratégias ESG e agendas de segurança e desempenho industrial, com programas de apoio psicológico e iniciativas de segurança psicológica também implementados por corporações multinacionais como Unilever, Microsoft e Google.